Arquivo para novembro 2008

Gone with the wind

novembro 25, 2008

Situação tragicômica do dia:

Hoje um supervisor novo começava a trabalhar na loja masculina lá do shopping. Ele chegou cedo e foi encontrar com a Anna, que está deixando o cargo e era responsável por treinar o cara durante essa semana. Ela começou a explicar tudo e, depois de uma hora, ele pediu licença para ir ao banheiro. Passados 20min sem que ele tivesse voltado ela arrumou alguém para checar se ele estava no banheiro passando mal. Turns out not. Ninguém nunca mais o viu.

Ah…

novembro 21, 2008

… hoje eu contratei alguém.

Me achei.

So last week

novembro 21, 2008

Trabalhando na loja eu tenho que sempre usar roupas da marca e das mais recentes. Tenho 50% de desconto. A gente recebe estoque novo toda semana. Sempre acabo comprando pelo menos uma, duas blusas por mês. Calça não precisa tanto porque elas ficam mais tempo à venda. Quando entram em liquidação eu não posso mais usar. Tenho trabalhado 5 dias na semana, então preciso de, no mínimo, umas 3 peças. Como tenho que comprar roupas lá, acabo não comprando em outros lugares.

Tudo isso era pra dizer que trabalhar em uma loja acabou completamete com a graça de fazer compras pra mim. Como são todas da mesma marca, têm todas o mesmo visual, e não é exatamente o que eu usaria se não trabalhasse lá. Quando chega estoque novo, até acho tudo muito bonito, mas de tanto olhar pras mesmas coisas, acabo enjoando. E o que é pior, aquela sensação de usar roupa nova e sair de casa se achando simplesmente deixa de existir. Antes de poder escolher uma roupa nova pra uma ocasião qualquer, já fui trabalhar 20 vezes com ela, usando às vezes 2, 3 vezes na semana. Daí quando ela entra em liquidação e eu tenho que comprar outra, dou graças à Deus e esqueço dela no armário…

Mas nóis precisa de worká

novembro 16, 2008

Pois entao, respodendo a Leo Ponso, eu tambem trabalho, tche. Em dois lugares ao mesmo tempo. Um eh num quiosque que vende softwares e abriu ha menos de um mes. Passamos o dia inteiro sem vender nada e mesmo assim recebemos o salario, por isso nao estou triste. Heh. Mas eh um saco passar oito horas sem vender um misero jogo de 13 dolares (nao por acaso, estou postando exatamente do trampo). O conceito eh novo e as pessoas ainda nao se acostumaram a comprar coisas on demand, eh o meu palpite. Vamos ver como ficam as coisas perto do Natal, quando o shopping ficara aberto ate a MEIA-NOITE em alguns dias.

O outro trabalho eh numa liquor shop, ou seja, loja de bebidas (aqui nao se vende alcool em supermercado ou loja de conveniencia, por exemplo). La as coisas sao bem diferentes, nao paro um minuto carregando caixas e mais caixas de GORO. Descobri que academia eh piada quando se trabalha levantando peso diariamente. Voltarei bombado, aguardem. O bom de trabalhar numa loja dessas e ficar conhecendo bebidas do mundo inteiro. O ruim eh ter vontade de beber essas bebidas do mundo inteiro. Mas tudo bem, a gente ignora a vontade e fica vendo os clientes gastarem 400 dolares em caixas de ceva. Sim, australianos bebem AFU.

Boas Novas

novembro 12, 2008

A imigração fechar a minha escola foi a melhor coisa que podia ter acontecido. Minha segunda nova escola é a Bridge. Os últimos detalhes ainda estão sendo acertados, mas ela é mais barata do que a anterior e parece que menos chinela. A Tita está estudando lá e achando OK. Poucas aulas por semana e a maior barbada. Eles só têm data de início de curso no ano que vem, então vão me colocar em uma data “emergencial” no começo de Dezembro mas a escola já entra em férias direto por seis semanas; ou seja, tenho quatro semanas de folga, daí vou em uma induction e tenho mais seis semanas de férias. E ainda vou pagar menos por isso. O que mais eu poderia pedir? Uma promoção?

Então tá! Com o Natal se aproximando, as coisas estão apertando na loja onde estou trabalhando. Eles estão buscando uma nova gerente, mas como parece que não vão arrumar tão cedo fui oficialmente promovida a gerente temporária. Vou me incomodar muito mais e não ganhar um centavo a mais por isso, mas quem sabe onde isso vai dar… A experiência com certeza vai valer. A empresa é super organizada e cheia de processos e treinamentos. Vai ser uma boa oportunidade de aprender um monte de coisas: trabalhar com metas e orçamento, gerenciar pessoal, promover vendas, motivar… Frio na barriga, mas estou bem empolgada.

Cumpleaños da Coelhinha

novembro 11, 2008

E a nossa pequena fica cada vez menos pequena…

E a nossa saudade também, cada vez menos pequena…

Renascer

novembro 9, 2008

Acordei hoje às 4h e não consegui mais dormir. Fiquei rolando na cama até às 5h. Levantei pra tomar uma água e me dei conta de que o céu já estava começando a clarear. Resolvi ir até a praia.

Saí ainda no escuro e fui andando devagar. Cheguei lá. Uma faixa rosada no horizonte. Sentei na areia e fiquei ouvindo o barulho das ondas, respirando o cheiro do mar. A cabeça cheia aos poucos se acalmando. Resolvi andar até o outro lado da praia. No meio do caminho ele apareceu. Aquela bola de fogo gigante, emergindo rápido do mar. Sentei mais um pouco observando ele se esconder e reaparecer entre as nuvens. Movimento. Surfistas, pessoas andando com cachorros, correndo, yôga… Deitei na areia respirando fundo aquele momento.

Nova, voltei pra casa. Cheia de respostas.

Surreal

novembro 8, 2008

Lembra da minha escola nova? Aquela que era uma porcaria uma bagunça uma imundície de chorar de tão ruim?

Pois é… Recebeu uma visita da Imigração nesta semana e foi FECHADA.

Eu poderia contar que a minha agência já pegou o reembolso e está tentando me matricular em outra escola, portanto não terei maiores problemas, mas acho que o post perderia um pouco de graça…

Parabéns duplo

novembro 8, 2008

A correria da semana começou e nem deu tempo de eu contar do final de semana passado, que foi cheio de acontecimentos…

Sábado foi a despedida de solteira da Márcia. Ela foi pro Brasil terça e vai casar lá no início do ano que vem. Subi umas fotos da noite aqui. Foi num cruzeiro com jantar, show de dança, capoeira, batuque brasileiro e depois a pista de dança era da mulherada. E bota mulherada nisso! Além das trocentas amigas da Márcia ainda estavam tendo duas outras despedidas de solteira no mesmo barco. Foi superhiperultradivertido.

Domingo foi o churras de aniversário da Tita em Maroubra. Gurizada e alegria! Coloquei fotos aqui. A Ju e o Thiago fizeram a felicidade de todos com o “Imagem e Ação” que eles trouxeram do Brasil. Diversão pra tarde toda.

 

Um parabéns duplo pras minhas queridas amigas!

Go your own way

novembro 6, 2008

Hoje atendi um brasileiro no quiosque. Até aí tudo bem, brasileiro é que o não falta aqui, especialmente em Bondi Junction. Mas o interessante é que ele não parecia um – e acreditem, é MUITO fácil reconhecer nossos conterrâneos em Sydney. Com um chapéu de palha e uma camisa polo, passava por um turista europeu na Austrália. De fato, ele era um turista, mas não europeu. Ele veio pra cá porque a filha mora aqui e, segundo as palavras do próprio, “queria ver o que falavam tanto da Austrália”.

Pelo jeito ele não ficou muito feliz. A filha trabalha como garçonete e ele acha que isso tá errado, já que ela é formada em Jornalismo. Segundo ele, a guria podia tá fazendo coisa muito melhor no Brasil. Concordei com ele, dizendo que muita gente vem pra cá e trabalha de qualquer coisa, só pra ganhar dinheiro e voltar um ano depois. Mas também disse que nem todo mundo age assim e que amigos meus foram inclusive sponsorados e tão trabalhando na sua área (ou quase – heh).

Resumindo a nossa conversa de mais de meia hora: ele tava insatisfeito com a decisão da filha de vir pra Austrália, quando, novamente segundo ele, “o Brasil é a bola da vez.” Depois que eles foram embora, fiquei pensando bastante na nossa conversa, em como dou razão pra ele em alguns aspectos e discordo frontalmente em outros.

Se às vezes fico mesmo achando que muitos brasileiros tão aqui só pra fazer festa com o dinheiro dos pais e depois voltar pra terminar a faculdade e morar com eles de novo, sei que outros batalham muito e que a maioria dos pais não deve entender o que eles tão fazendo do outro lado do mundo. Talvez seja o choque de gerações, por terem crescido numa época com mais oportunidades de emprego e bem menos insegurança, só pra ficar em dois pontos relevantes. Talvez seja difícil entender como é bom andar na rua a qualquer hora da noite sem se preocupar ou como é gratificante ver que QUALQUER trabalho faz com que tu te sustente com dignidade, não importando o “status” do mesmo.

Por isso e por muitos outros motivos, milhares de brasileiros tão aqui. E tenho certeza que cada um tem suas próprias razões e vai tirar suas próprias lições da experiência australiana. Se elas vão ser boas ou ruins, bem, seria preciso falar com cada um pra saber. Nós já temos a nossa opinião.