Arquivo para junho 2008

Muita estrada e koalas

junho 26, 2008

A primeira parada do dia foi Lakes Entrance. Passamos em um posto de informações turísticas para decidir o que faríamos. Seguindo indicações, encontramos uma cidadezinha simpática chamada Paynesville, onde pegamos uma ferry para Raymond Island. O dia estava muito ventoso e quase desistimos. Ainda bem que fomos, pois chegando lá, como prometido, vimos um monte de koalas. E provavelmente causamos algum desequilíbrio ecológico, porque acordamos a maioria deles.

Saindo de lá, andamos mais uns 250km com chuva, vento e muito trânsito e finalmente conseguimos chegar em Melbourne. Fotos e mais detalhes nas legendas aqui.

E no meio do caminho tinha um canguru

junho 26, 2008

Isso mesmo. Eis que, depois de dez meses e meio vivendo na Austrália, finalmente enxergamos um canguru. Vivo. Quase na divisa de New South Wales com Victoria, avistamos o famigerado marsupial à beira da estrada. Vários, na verdade. A foto acima não deixa dúvidas da existência do bicho. E o último deles foi o mais inesquecível, pois quase nos matou de susto ao cruzar a pista PULANDO COMO SE NADA ESTIVESSE ACONTECENDO. Só na Austrália, mesmo.

Mas o dia não foi feito só de sustos. Começamos com muita diversão em Thredbo, brincando de BOBSLED. Pra quem não sabe, é aquele carrinho parecido com o de rolimã que desce por uma pista com várias curvas. Lembrem do filme Jamaica Abaixo de Zero e vocês vão entender. Depois, íamos aproveitar pra cruzar o Kosciuzko National Park de Thredbo até Albury e seguir em direção a Melbourne. Porém, uma nuvem gigante no começo do caminho nos fez mudar de idéia e pegamos a estrada de volta pra Jindabyne, de onde seguimos até Cooma. De lá, descemos rumo a Orbost, uma cidade fantasma que nos abrigou durante a noite.

Como de praxe, vejam as fotos e acompanhe a aventura de mais um dia de viagem.

Snowy Mountains – Doloridos, congelados e felizes.

junho 24, 2008

A parada mais longa da nossa viagem. Chegamos em Jindabyne no domingo de manhã. A cidadezinha de 3 mil habitantes fica no pé das montanhas. Reservamos a pousada, alugamos roupas de esquimó, botas, esquis, correntes para as rodas do carro e fomos passar o dia em Perisher Blue. A neve não estava nem perto das condições ideais: apenas 3 dos quase 50 lifts estavam abertos e as pistas eram man made. No primeiro dia a neve até estava boa, mas no segundo já era mais gelo do que qualquer outra coisa, o que aumentou bastante o grau de dificuldade da brincadeira. Amadores que somos, nem nos importamos. Nos divertimos muito, caímos mais ainda.


Perisher Blue, preparados para o primeiro dia.

No terceiro dia esquentou e nem tentamos ir esquiar. Passamos a manhã de bobeira no motel e no Lake Jindabyne. De tarde fomos para Thredbo, outra estação de esqui. Pegamos um lift até o topo da montanha e quase morremos congelados. Completamente despreparados, não contavamos que ele ia subir mais de 600 metros até chegar a quase 2 mil metros de altitude, nem que ia estar chovendo e ventando demais no topo.
Foram 3 dias excelentes. Confiram vocês mesmos as fotos com maiores explicações e anedotas.

Na estrada

junho 21, 2008

 

Começamos ontem nossa road trip pelo sul da Austrália. Depois de nos perdermos na saída de Sydney, onde as placas não ajudam e o trânsito muito menos, fomos parar em Liverpool. Almoçamos por lá e seguimos rumo a Goulburn, uma cidadezinha que seria irrelevante não fosse o fato de ser a primeira cidade fundada no interior do país. Dormimos lá e hoje seguimos viagem até Canberra, onde o poder mora. O dia estava ensolarado e propício a visitas pela cidade arborizada. De lá fomos para Cooma, de onde escrevo este post num motel com internet surrupiada de algum vizinho com conexão insegura.

Dizer mais seria encher linguiça, por isso cliquem no meu Picasa, vejam a overdose de fotos e liguem os pontos.

Just like starting over

junho 19, 2008

Hoje foi meu último dia de trabalho na loja. Pedi as contas antes da nossa viagem, que começa amanhã. O dono da loja apareceu por lá e, obviamente, perguntou o porquê da minha saída. Disse que queria fazer coisas diferentes enquanto estava aqui. Ele sorriu e disse que na verdade não importava o que se fazia, desde que se estivesse ganhando dinheiro. “Certo?”, acrescentou. “Não”, eu disse. “Dinheiro é importante, mas não é o principal pra mim”.

O que é verdade, afinal não atravessei o mundo pra fazer algo que me não me deixe feliz só porque paga bem melhor do que eu recebia no Brasil. A declaração dele foi a melhor coisa que eu podia ter ouvido: me fez ter certeza de que tomei a atitude correta ao largar a loja. Em nome da minha auto-estima e do meu futuro, era a hora de encerrar esse ciclo. Mas não sem antes tirar as tão esperadas férias, que nós merecemos.

Certo?

Contagem Regressiva

junho 16, 2008

Faltam 3 dias para a nossa viagem.

Com exceção de um mapa rodoviário de toda a Austrália, alguns panfletos que pegamos e o carro que foi reservado há quase um mês, nada está planejado. E isso vai ser o mais divertido de tudo.

Atacada por um pitbull*

junho 14, 2008

Saí de casa, pra variar atrasada. Tinha uma chuva fininha. Abri o guarda-chuva. O vento tava muito forte e resolvi fechar porque não estava servindo para nada mesmo. Fiquei com ele na mão. No caminho até a parada tem uma praça. Estava dando uma corridinha pra não perder o ônibus. Quando vejo, vem vindo um pitbull correndo rápido na minha direção. Olho pros lados e não vejo nada e nem ninguém. Lembrei de todas as histórias de pitbull que comeu as criancinhas que já ouvi no Jornal do Almoço e pensei: “Me fudi!” Se eu corresse ele ia correr atrás de mim, mas e se eu ficasse parada? Fiquei parada, congelada, se bobear até sem respirar. Ouvi uma voz: “He’s very friendly”. Friendly a putaquepariu. Tira isso de cima de mim! Ele não só veio correndo como ainda resolveu pular e abocanhar minha sombrinha. “He’s a puppy. He’s just playing with your umbrella.” Acho que ele deu uns três pulos e mordidas e o dono chamou. Demorei um pouco mas consegui me desvencilhar. Terminei o trajeto andando devagar, com medo que ele viesse correndo atrás. Começou a chover forte. Abri minha sombrinha. Não sobrou nada dela.

*Título de post pra matar minha mãe do coração II.